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18 de outubro de 2011

365 dias a delirar...

Faz hoje um ano que criei o blog...


Estava a viver em Lisboa à alguns (poucos) meses quando escrevi o meu primeiro post..este espaço permite-me "ouvir" os meus próprios desabafos e devaneios..

Nunca fui muito boa a exprimir-me verbalmente, não que seja uma pessoa introvertida que não sou..mas sempre fui melhor a ouvir que a falar (sobre mim, pelo menos!)..tenho bons amigos, uma familia espectacular...mas muitas das vezes as angustias caiem no vazio sempre que tento coloca-las para fora..não sei explicar..sinto um nó na garganta e simplesmente não consigo verbalizar em alto e bom som o que me vai na alma..
A escrita sempre me ajudou a aliviar um pouco a pressão que sinto em guardar tudo o que me magoa, incomoda e perturba..houve alturas em que escrevi cartas (que nunca enviei), tenho diários (aos montes) que retratam alturas da minha vida menos felizes..hoje em dia utilizo este blog para ir escrevendo tudo o que me passa pela alma..é verdade que os meus textos mais sinceros e directos nunca aqui vêm parar..embaraço talvez, de saber que pessoas que me conhecem podem ler e perceber sobre o que falo..
É estranho preferir que um desconhecido leia e ouça o meu desabafo..mas a verdade é que traz algum consolo saber que por muito bem escrito que o texto esteja..as pessoas nunca vão saber do que falo, sobre quem falo..esse anonimato transmite-me uma certa sensação de liberdade!

17 de agosto de 2011

Quase isto, quase aquilo...

Hoje andava pelo mundo da blogósfera e deparei-me com o um texto que quero partilhar... Cada vez mais, as pessoas não se dão ao "trabalho" de investir em nada a sério..seja numa profissão, seja no futuro ou seja mesmo numa relação...limitamo-nos a deixar andar!

Deixo aqui o tal texto e aconselho a lerem outros textos deste blog Não compreendo as Mulheres!



" O Amor mesmo e o quase Amor

Há dois tipos de felicidade: a felicidade que se quer ter e a felicidade que se consegue ter. A felicidade que se quer ter é sempre a felicidade do Amor, a felicidade que se consegue ter é a felicidade do quase Amor. Sim, porque o Amor tem a mania de querer ser quase ele mesmo.
É muito fácil distinguir o quase Amor do Amor mesmo. O quase Amor acaba sempre bêbado, às tantas da manhã, num bar qualquer da cidade. O Amor mesmo acaba sempre na cama e tendencialmente sóbrio. Sim, porque a sobriedade é outro dos defeitos ou efeitos do Amor mesmo, e um defeito ou efeito tão grande que para sentirmos que Amamos temos que nos embebedar.
Há pessoas que passam a vida a quase Amar. É uma pena mas também é verdade, e é uma pena porque essas pessoas são a maioria. É como na política, acho eu. A maioria das pessoas é quase qualquer coisa que não sabe muito bem o que é, mas é como o quase Amor, ou seja, sempre uma merda. As pessoas que quase Amam acabam por mandar nas pessoas que amam mesmo. Não percebem é que as pessoas que Amam mesmo, por Amarem mesmo, se estão nas tintas para elas.
Eu recuso-me a ser seja o que for se for apenas quase. Tenho uma certeza na vida e só uma: o Amor não pode ser quase nada, tem que ser tudo. E acredito tanto no Amor mesmo que me recuso a viver um quase Amor, que é com quem diz um Amor mau. Se todos rejeitássemos a palavra quase, acho que vivíamos num mundo melhor. Ou quase..."