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19 de julho de 2012

Coisas

Entro de férias dentro de 146h (who's counting?) e acho que vou matar saudades da minha velha amiga máquina de costura.


♥

26 de agosto de 2011

Home sweet home ♥

Ontem falava com o meu pai ao telemóvel e ele perguntou-me como estava a ser a minha semana..e a minha resposta foi "Está tudo a correr bem paizão, mas tou desejando amanhã para ir para Évora!"...o meu pai soltou uma gargalhada..eu percebi o que ele quis dizer com aquilo.

Passei a minha vida toda a dizer que queria sair de Évora e agora sempre que tenho um tempo livre penso em ir para lá..ironia, das ironias, não?! 
Mais uma vez se comprova a sabedoria popular "só damos valor às coisas quando as perdemos"..não sei explicar, quando chego a Évora sinto que estou em casa, talvez por ter lá as pessoas mais importantes da minha vida..talvez por ter crescido a correr por aquelas ruas e conhecer cada canto como as palmas da minha mão, talvez porque cada canto me lembra um pedaço da minha história!!
É lá que me sinto à vontade.. com isto não quero dizer que estou mal por estas bandas, simplesmente não estou em casa.
Sinto falta de acordar com o meu irmão a pedir-me para lhe passar as calças a ferro, das brincadeiras parvas que tínhamos um com o outro (e que continuamos a ter, apenas aos fins-de-semana), até mesmo de implicar com ele e ele comigo! 
Sinto falta das conversas com o meu pai, dos serões a rir com a minha mãe.. estas três pessoas são os meus alicerces e longe deles sinto que a minha estrutura fica frágil, pronta a ser derrubada ao mínimo sopro.
Tenho noção que saí de Évora porque tinha que sair e fi-lo na altura certa...mas de vez em quando bate -me uma nostálgia...

"Maybe surrounded by
A million people I
Still feel all alone
I just wanna go home
Oh,I miss you, you know"

Mas hoje é Sexta-feira e é dia de ir para "Casa"...♥

Friday =)



6 de julho de 2011

Como o tempo passa...

Já fez um ano que estou por Lisboa...
impressionante como o tempo voa!

Aqui alcancei o que pretendia, afastei-me do que me magoava e consegui distanciar-me dos sentimentos que persistiam em me torturar! Assim que consegui começar a pensar e a rever tudo o que sonhava para mim vi que nada daquilo tinha estrutura para se tornar real...era pura ilusão! 

 Hoje consigo reconhecer isso.

Por aqui nem tudo tem sido bom, com o passar do tempo tenho ganho muitas saudades de "casa", da minha família e amigos que tenho por Évora.. hoje em dia, quando lá vou aos fins-de-semana, é uma cidade que me traz alegrias e felicidade e não o desconforto diário que sentia quando lhe virei as costas!
Se volto? Quem sabe um dia...a vida dá tantas voltas...

3 de dezembro de 2010

À procura da terra do nunca....


A história do Peter Pan é uma das histórias mais impressionantes da Disney, quem não se identifica com um punhado de crianças que não quer crescer, que quer viver para sempre numa ilha de fantasia, rodeados de aventuras, fadas, piratas e muita diversão?!!...seria tudo tão mais fácil se nunca perdesse mos a inocência que tínhamos em miúdos, quando os nossos dias eram passados entre brincadeiras e diabruras, em que a nossa maior preocupação ao levantar era se os Desenhos Animados que gostávamos já estariam a dar, se estaria bom tempo para podermos ir correr, saltar e pular para a rua com os nossos irmãos,primos, vizinhos ou amigos...
Não sei porquê mas de vez em quando bate-me uma nostalgia desses tempos, talvez porque felizmente posso dizer que tive uma infância muito feliz, fui muito amada, acarinhada e mesmo mimada por todos aqueles que da minha vida faziam parte...corri, saltei, brinquei muito.. Tenho uns pais espectaculares (não é a primeira vez que o digo e certamente não será a última), aos Domingos o meu pai levava-nos (a mim e ao meu mano) ao parque infantil em Évora, passávamos lá manhãs inteiras, onde o meu pai com uma paciência incansável brincava connosco, ria connosco, judiava com o guarda do parque por nossa causa...saudades de ser criança e me sentir segura e protegida do mundo!
Quando vivia em Évora e tinha dias menos bons gostava de ir andar de baloiço para o parque onde tantas vezes brinquei...não consigo explicar como algo tão simples me fazia sentir tão bem e me permitia pensar de uma forma clara sobre os meus problemas...desde que cheguei a Lisboa ainda não andei de baloiço, não por não ter problemas ou por não existirem baloiços em Lisboa...mas porque não existe cá o parque onde eu brinquei e fui tão feliz, não é a mesma coisa...

Sinto falta do meu baloiço para pensar......

20 de outubro de 2010

Lisboa...

Bom sou nova no mundo dos blogs, acho que vou utilizar este espaço para ir escrevendo sobre tudo aquilo que me passar pela cabeça (uiii....medooo LOL).

Bom está quase a fazer 4 meses que "troquei" Évora por Lisboa...muita gente pensaria "Que raio!Porque trocas tu a calmaria de Évora, pela confusão de Lisboa?"...pois bem por incrivel que pareça encontrei alguma calma por estes lados e alguma paz de espirito também.

Templo Romano - Évora

Sinto falta de muita coisa que "deixei" em Évora em especial sinto a falta de muitas pessoas que são importantes para mim, pessoas que preenchiam o meu dia a dia, o meu mano em especial..tenho mesmo saudades do cabrão do gaiato LOL!
Mas Évora começava a simbolizar demasiado o passado e não me permitia vislumbrar um futuro, enfim escolhas que temos que fazer!
A minha percepção da vida mudou desde que vim para cá, tenho sido bombardeada diariamente com a dura realidade que se vive por aqui..não é que não exista miséria em Évora mas lá não existe de forma tão declarada, aqui em toda a esquina se vê alguém a pedir esmolas, a pedir comida, a dormir coberto apenas por um pedaço de cartão, é uma realidade que me perturba muito para ser sincera! Leva-nos a refletir sobre todas as coisas que possuimos e às quais nem damos o devido valor...dou por mim a pensar quais seriam os sonhos e esperanças que muitas dessas pessoas teriam para as suas vidas e o que terá acontecido para viverem assim.....


Ainda me estou a adaptar a Lisboa e ao choque de realidade que se sofre quando se percorre estas ruas.
Ainda não conheço nem um terço do que gostaria mas com calma lá chegarei.












"No castelo, ponho um cotovelo
Em Alfama, descanso o olhar
E assim desfaz-se o novelo
De azul e mar
À ribeira encosto a cabeça
A almofada, na cama do Tejo
Com lençóis bordados à pressa
Na cambraia de um beijo

Lisboa menina e moça, menina
Da luz que meus olhos vêem tão pura
Teus seios são as colinas, varina
Pregão que me traz à porta, ternura
Cidade a ponto luz bordada
Toalha à beira mar estendida
Lisboa menina e moça, amada
Cidade mulher da minha vida

No terreiro eu passo por ti
Mas da graça eu vejo-te nua
Quando um pombo te olha, sorri
És mulher da rua
E no bairro mais alto do sonho
Ponho o fado que soube inventar
Aguardente de vida e medronho
Que me faz cantar

Lisboa menina e moça, menina
Da luz que meus olhos vêem tão pura
Teus seios são as colinas, varina
Pregão que me traz à porta, ternura
Cidade a ponto luz bordada
Toalha à beira mar estendida
Lisboa menina e moça, amada
Cidade mulher da minha vida "
                                                                      - Carlos Carmo

Acredito que muitas aventuras me esperam por este lado do rio... por isso como diria o outro "não percam os próximos episódios porque nós também não".